epífono

tu és sedutoramente uma encenação vazia de si mesmo,

jogos, traições, trapaças é a sua cova para o desmantê-lo,

viver o que se é, é o que apenas lhe resta para esta existência,

o raso é uma cova profunda para quem busca validação ao extremo êxito


ora - se te pôs a convencer de que teu véu não te escaparia,

que a tua sombra não te revelaria, que teu ego não te acusaria,

que a tua máscara não te sucumbiria, que teu eu não te fugiria, 

quem és tu na cortina inflamada do picadeiro que te vestiria


a luz transcende os estigmas das escolhas, através da alma ceifada, 

já o eu, é chegada a hora da ausência, se doloroso não é o ficar, 

da leveza se faz busca pelo apreço da partida,

já que o único desejo é o deleito de existir

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